Senso (in)Comum (…)

Junho 10, 2008

Peça… Dia dos Namorados da C&A

Arquivado em: Divulgação — Netto @ 6:34 am
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Vem aí, mais uma vez, mais uma data extremamente importante, relevante e que não podemos deixar passar em “branco”. As meninas que o digam, não é!?

Aproveitando a data e entrando na onda mais “sensual” do senso a C&A lança a campanha “Papai-mamãe não!!!”

Nas peças tem enfermeira, marombada, psicóloga, astróloga… bom, tudo bem sensual, tendendo ao erótico, nos remetendo, sempre, as fantasias que já estão embutidas e já nos acostumamos a ter e a perceber… não é isso!?

Não é necessário nenhuma opinião, até mesmo porque, peças de moda parecem não fugir do mesmo estilo.

Mas o que vi no decorrer dos filmes me remeteu mais para uma gaiola das loucas do que a sensualidade proposta no início dos filmes.

Bom, essa campanha é mais um claro apelo, e não preciso dizer sobre o quê. Espero ainda, um dia quem sabe, mais criatividade.

Nota: A campanha que tratamos aqui acabou por não ser lançada.

Junho 9, 2008

Uma Pequena Pausa

Arquivado em: Fragmento — Netto @ 8:57 am
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A solidão às vezes acalma e alivia um dia sem sentido…

Solidão - Tão Só

Pensei que fosse para ser sobre liberdade, mas pensando bem não é.

Não é possível ver todas as coisas com os mesmos olhos, talvez este sentimento só faça esquecer do quanto tudo é dúbio e cheio de outros lados. Mas a sensação inexplicável de que deveria haver algo mais na vida, pelo que lutar e pelo que viver, e que, não sendo encontrado, só deixa um enorme vazio, uma falta que nem o suposto amor preenche… é complicado.

O vasto vazio não é amigo, mas é nesse momento que a “pressão” sem razão faz o seu trabalho e a sensação de liberdade do “EU” interior é maior do que a resposta colhida no decorrer do dia.

Causa sem causa!? Talvez…

Solidão Solitário

As crianças têm razão quando apenas brincam e são tomadas pela inocência. Ahhh… se elas soubessem que ao crescerem perderão tudo isso e serão obrigadas a escolherem um caminho entre as tantas e tão fantásticas opções…

As vezes eu fico pasmo de como algumas sensações podem existir dentro de um coração…

Mas hoje só quero essa sensação.

Junho 7, 2008

Trabalhar no Google

Arquivado em: Curiosidades — Netto @ 8:53 am
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Trabalhar no Google

As coisas no Google são assim… pelo menos nos escritórios do Google em Zurich (Suíça). Acompanhe o roteiro com as fotos.

Trabalhar no Google

O tobogan liga a zona de escritórios do primeiro piso com a cafetaria e o ginásio. Para descer para comer não tem que esperar pelo elevador. Aos recém-chegados a praxe é que eles desçam pelo tobogan para apresentá-los. Têm que usar, também, um ridículo sombrero de cores durante algumas horas.

Trabalhar no Google

A cafetaria serve o pequeno-almoço, almoço e jantar preparados por cozinheiros contratados exclusivamente para o edifício. Há comida para vegetarianos, dois pratos principais, un buffet de saladas e toda a comida se faz com ingredientes nacionai.

Trabalhar no Google

As crianças são bem-vindas e não é estranho que os “Googler” vão trabalhar acompanhados dos filhos.

Trabalhar no Google

A boa comida grátis e os lanchinhos entre refeições sempre fazem ganhar uns quilitos aos recém-chegados que não estão habituados a tantas e deliciosas iguarias. O ginásio do piso térreo é o lugar para queimar o peso a mais. Por acaso, também é grátis.

Trabalhar no Google

A sala de massagem é quase um santuário. As cadeiras que massajam são gratuitas, mas as massagens dadas pelo massagista são pagas, mas como a Google comparticipa com a maior percentagem, são muito baratas. Em certas cabines assinaladas existem bónus de massagens grátis diariamente.

Trabalhar no Google

Em cada piso há, pelo menos, 2 áreas de descanso com comida e bebida – por acaso, grátis. Refrescos, sumos e café, muito café, mas também cereais, chocolates, gelados, batatas fritas, fruta e uma ampla selecção de snacks saudáveis para compensar o excesso de hidratos de carbono.

Trabalhar no Google

Cada um administra o seu tempo e os seu trabalho como quer. Não há horários e nas pausas pode-se jogar jogos interactivos ou bilhar, por exemplo. Os prazos de entrega, esses sim, têm que ser cumpridos, logicamente.

Trabalhar no Google

Esta barra, semelhante às dos quarteis de bombeiros, liga o segundo piso à sala de jogos. Não tem que esperar pelo elevador para se divertir uns minutos.

Trabalhar no Google

O espaço de trabalho é pequeno, mas as salas de reunião são muito amplas e temáticas. Esta cabina é de um teleférico verdadeiro e está situada num piso decorado com fotos e objectos que lembram uma estância de esqui nos Alpes Suiços.

Trabalhar no Google

A esta altura deve estar a perguntar se na Google se trabalha mesmo. Esta é uma área de escritórios convencional. Os postos de trabalho são livremente escolhidos e não é raro que os “Googlers” mudem de local de trabalho frequentemente.

Trabalhar no Google

O serviço técnico está numa área do edifício decorada com ambiente hawaiano. Aqui se pode vir buscar um cabo ou arranjar um portátil..

Trabalhar no Google

As áreas de trabalho são sempre abertas. Para ter privacidade durante uma chamada tem que “fechar-se” numa das muitas cabinas espalhadas pelo edifício.

Trabalhar no Google

O salão da água é uma zona de paz e relaxamento que existe no edifício. Há cadeiras de massagem e a iluminação é mínima. É o lugar ideal para dormir uma sesta ou descansar antes de uma reunião.

Trabalhar no Google

Por isso, é proibido usar o telemóvel ou o computador portátil. A única actividade possível, além de descansar, é observar os peixes tropicais que estão nos aquários de parede.

Trabalhar no Google

As salas de reuniões do edifício têm nomes tirados de séries de televisão e de filmes famosos. Estes iglos estão na área da Guerra das Estrelas e são autênticos refúgios que foram utilizados em missões científicas na Antártida.

Trabalhar no Google

A Google é mais do que uma empresa. Os trabalhadores juntam-se na sede regularmente para actividades conjuntas e festas e não é raro encontrar grupos para praticamente qualquer actividade ou desporto, desde ciclismo até ao esqui alpino. Além dos famosos 20% do tempo de trabalho que cada um pode usar em proveito pessoal há 10% de tempo livre absoluto.

Trabalho no Google

Os trabalhadores passam apenas um período de tempo na sua mesa de trabalho. È normal trabalharem com o seu portátil nas zonas de descanso, em pequenos grupos. Isso favorece a criatividade e a sociabilidade.

Trabalho no Google

A biblioteca é uma das salas mais surpreendentes do edifício e a que melhores vistas tem. Uma área de descanso com uma imensa cozinha e uma chaminé ‘virtual’. Todo o mobiliário é reciclado ou vem de lojas em segunda mão.

E você? Gostaria de trabalhar no Google?

Junho 6, 2008

Um Olhar Além do “Muro”

Se os Tubarões Fossem Homens

Bertold Brecht

Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos. Se os tubarões fossem homens, iriam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os mais variados tipos de alimento dentro. Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim de que não morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres têm gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. Aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. Colocaria na cabeça dos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista. E denunciaria imediatamente os tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros. As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que, entre os peixinhos e outros tubarões existem gigantescas diferenças. Eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, haveria belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas goelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nas quais se poderia brincar magnificamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as goelas dos tubarões. A música seria tão bela, tão bela, que os peixinhos sob seus acordes e a orquestra na frente, entrariam em massa para as goelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos. Também haveria uma ideologia ali.

Se os tubarões fossem homens, eles pregariam essa ideologia de maneira subjetiva e indutória sem que os peixinhos soubessem como e quando ela começa ou acaba. Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros. Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar. E os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da construção de caixas e assim por diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

Desafio vocês a me dizerem quem são os peixinhos e os tubarões, nessa espécie de alegoria e se conseguem identificar qual a relação entre “civilização no mar” e a divisão social que nos enquadramos… serão vocês capazes?

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