Senso (in)Comum (…)

Setembro 25, 2008

Eu aconselhei um amigo [2]

Arquivado em: Fragmento, Ótica — Netto @ 8:45 am
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Não resisti. Confesso.

Ela me veio meio sem jeito, perguntando de “lado”, fazendo rodeio… ficou com a voz engasgada, gaguejou e no fim apenas murmurou.

Nitidamente ela estava pesada, carregada, inchada, daria para ela – naquele momento – uns 413 quilos.

Estava na cara que vinha bomba por aí então só esperei… e depois de muito ela finalmente despejou. E assim como uma lágrima pode pesar uma tonelada e ainda caber em um olho, senti todo o peso da consciência.

Não resisti ao que foi despejado por ela a mim e como o entendimento tendia para ser comparado a um “pecado” foi inevitável minha intervenção, meus conselhos.

Suavemente fui explicando que “formataram a mentira” e às vezes, mesmo sem querer, caímos em ciladas tão simples quanto as do Coiote. E assim como esse caçador que nunca saciou sua fome com o possível suculento e saboroso “Papa-Léguas”, nunca entenderemos todos os parâmetros que compõem a estrutura do entendimento.

Perguntei a ela o que é errar e ela respondeu dizendo que errar é se sentir culpado. Perguntei o que é culpa e ela respondeu que culpa é algo que assumimos.

- Pensemos juntos. – disse a ela e continuei – assumir uma culpa não é errar. O maior erro seria não assumirmos que podemos um dia ter culpa. Agora… você não pode em hipótese alguma atormentar-se e ressentir-se. Não é nada agradável. Ainda mais quando sua função é orientar o comportamento do seu portador e não perturba-lo.

Todos nós somos hospedeiros dessa danada, fale com ela. Eu falaria!

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