Senso (in)Comum (…)

novembro 22, 2008

Prurido

Filed under: Ótica,Fragmento — Netto @ 7:27 am
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Malzbier

Vou pegar minha Malzbier e uma folha de sulfite
Vou confessar meus pecados até não ter mais espaço no papel…
É, eu devia ter dito o que eu realmente estava pensando
E agora sei que é isso que me consome e me perturba sem parar

Mais um gole da “pretinha” que alterna seu sabor entre o doce e o amargo
O tempo castiga cada pensamento e eu ainda vou te ver outra vez
A caneta marca e afunda a folha que inocentemente aceita cada palavra
Daí o garrancho vai ficando harmonioso mesmo que solto no ar

A fome voraz de gritar não me abandona tão facilmente
Mas eu luto para me convencer em silêncio que foi apenas uma batalha
Devia ter conhecido mais, ouvido mais, entendido mais
Eu devia ter tido atitude e feito o que realmente eu queria fazer…

Mas há o momento em que o tempo passa e a Malzbier acaba
A caneta falha e a folha de sulfite vence os limites que eu imaginei
Há o tempo em que a dúvida se desfaz como se eu fosse um ser eterno e…
Eu não precisarei mais saber quem és, mas será vital tua tentação outra vez

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2 Comentários »

  1. Excelente texto!

    Parabens amigo..
    Serei visita constante por aqui..
    JB

    Comentário por joaobosco — novembro 24, 2008 @ 9:16 am | Responder

  2. Obrigada pela visita, viu??

    Mas então, eu acredito que nada justifica não presentear-se com um grande amor, com um sonho, com uma boa ficada…nem falta de tempo, pq temos sempre que achar tempo pra ser felizes, mesmo com muiiitttooo trabalho. Quer algo que dê mais trabalho do que conhecer uma outra pessoa, seus jeitos, seus gostos, suas qualidades e defeitos, e algo que dê mais satisfação. Ah menino…PERMITA-SE SER FELIZ…feche um pouquinho o laptop (ou dê um tempo para a sua ferramenta de trabalho) e permita-se dar-se ao amor, á paixão
    _______________________________________________________________________________________________________

    E quanto á sua Malzibier…muito boa, amo tb…mas pras confissões, ás vezes é melhor um ouvido, que não falha como caneta (falo de um ouvido bom de ouvir, não qualquer um, hein? rsrsrs) e não acaba, como o papel e como a cerva geladinha

    Comentário por Cintya — novembro 25, 2008 @ 2:48 pm | Responder


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