Senso (in)Comum (…)

“Senso Comum”

Senso Comum

O famoso “senso comum” é uma das ferramentas sociais que explicam um conjunto de opiniões, idéias e concepções que se impõem como naturais e necessárias dentro de um determinado meio coletivo. Os indivíduos desse meio concordam uniformemente, em sua maioria ou totalidade, não tendo margem a reflexões ou questionamentos.

Esse senso se vale nas opiniões, pensamentos, sentimentos, crenças… e por aí vai, resolvendo as múltiplas impressões dos nossos sentidos com o objetivo de unificar a imagem de um objeto ou evento percebido no seu dia-a-dia.

O nascimento desse senso é tão natural quanto o seu nome, pois é um saber vivenciado concebido das experiências cotidianas reveladas no meio social. Sem esse saber muitos podem não entender como é composta a realidade, essa em que vivemos. Ele define para muitos os hábitos, as tradições, os costumes, a conduta, enfim, toda a orientação necessária para: diferenciar as coisas, escolher o alimento, dirigir etc. e etc. Sem percebermos podemos nos impregnar com esse senso, pois ele é percebido desde a mais tenra infância, e carregá-lo por toda vida.

Por isso ele é espontâneo, sendo adquirido naturalmente do convívio com tudo que nos relacionarmos. Assim ele acaba sendo superficial, sem necessidade de provas ou grandes esforços para interpretá-lo diferente dos saberes formais (tais como as ciências) que requerem um longo processo de aprendizagem escolar.

Considerando que ele é um mal necessário, entendo que é fundamental para nos orientar dia após dia, após dia, após (…)

Partindo dessa ótica, torna-se facilmente compreensível que todos os homens possuam senso comum, mas este varia de sociedade para sociedade e, mesmo dentro duma mesma sociedade, varia de grupo social para grupo social ou, também, de grupo profissional para grupo profissional, por exemplo.

Algumas reflexões são feitas dentro desse senso e às vezes resultam em um entendimento pessoal, mas vale lembrar que, cercados pelo senso comum, podemos cair na ilusão de que as coisas são exatamente aquilo que parecem ser. Tais reflexões nos limitam a perceber que existe uma radical diferença entre a aparência e a realidade.

Só saímos desse entendimento quando questionamos o óbvio e as afirmações que passam a depender de outros fatores e não só dos nossos órgãos sensoriais.

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2 Comentários »

  1. Senso comum é tudo o que nossa boca espulsa espontaneamente. às vezes é verdade que dà jeito dizer assim umas coisas [como diz o povo, da boca p’ra fora] nem que seja para assinalar presença. é, contudo, necessario prudencia na sua utilização!
    O senso comum é ausencia de razão!
    Não ter razão é como não ter chão!

    Comentário por Isabel — junho 25, 2008 @ 10:30 pm | Responder

  2. Pense no seguinte: não o caminho, mas o caminhar é que nos faz sábios. As experiências adquiridas nos levam a determinar nossas ações para superarmos os obstáculos que se apresentam. Em dado momento prevalecem as lições de vida em detrimento à nossa formação academica. Reflitamos em conjunto para minimizar as chances de fracasso, e unidos vislumbarmos a Luz do conhecimento.

    Comentário por Guaraci Celso Primo — setembro 16, 2008 @ 1:23 am | Responder


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