Senso (in)Comum (…)

março 5, 2009

Senso Comum… Sem Ele Como Seria?

Filed under: Ótica,Fragmento — Netto @ 5:37 am
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Como seria viver sem o senso comum?

Já pensou nisso?
Eu sim e considero, dentro dessas minhas reflexões, que seríamos pessoas um tanto mais sinceras e puras.

Senso Comum
Sem o senso comum deixaríamos de ser conduzidos pelas idéias pré-fabricadas, deixaríamos de ganhar de presente as respostas do achismos que não foram provadas por nenhum outro meio a não ser o “só sei que é assim”.

Sem o senso comum seriamos obrigados a buscar a construção e a construir nossas próprias convicções, nossas próprias idéias, nossos próprios valores, nossa própria posição ante a tudo e assim, cada um sendo tão singular, conseguiríamos nos exprimir e nos diferenciar com muito mais nitidez. Contudo as críticas tenderiam a ser mais freqüentes e mais assertivas visto que essa capacidade é nativa dos seres humanos e acabaria por ser estimulada por essa nova natureza (sem o senso comum).

Sem o senso comum essa nossa maneira de viver morreria. Nada seria igual ao que é como vemos. Considero essa hipótese com tanta força por que o ser humano de maneira geral e histórica tem a tendência de simplificar o que está ao seu redor. Embora essa seja uma das tarefas do senso comum – simplificação das coisas – ela acaba por se instalar em vários outros campos da nossa existência como vemos no desenrolar da tecnologia que a cada dia avança mais e mais para o desenvolvimento do ser. Só que sem o senso comum deixaríamos de simplificar a essência do que está lá fora, por exemplo, saber quando iria chover não passaria apenas por olhar para o céu e reparar nas nuvens (se estavam escuras ou não), passaria sim, por estudar a atmosfera, os gases presentes nela e tudo o que existe antes deste fenômeno tão habitual.

Senso Comum
Conclusão, sem o senso comum passaríamos a ir além do observável, do tangível e iríamos “olhar além do muro”.

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maio 24, 2008

Large Hadron Collider (LHC)

Diretamente do senso comum (não do senso incomum): Large Hadron Collider

LHC

Você já ouviu falar do Large Hadron Collider ou LHC?

Bom, eu ouvi um pouquinho e quer saber de uma coisa? Esse negócio vai acabar com o mundo… é… foi mais ou menos isso que falaram.

LHC é mais uma das máquinas criadas pelo ser humano e tem um dos maiores poderes destrutivos que já se imaginou. E não pense que esse poder destrutivo é como o da “Bomba Atômica”, é muito maior que isso…

Alguns dizem que ele se compara à estrela da morte do filme “Star Wars”, que pode destruir um planeta. Outros afirmam que é o próprio Armagedom.Isso se deve ao fato de que essa coisa é capaz de criar um “Buraco Negro” e os buracos negros engolem tudo que vêem pela frente, não é!?

Para engolir o nosso planeta será questão de tempo. E pensar que tínhamos medo da Bomba-Nuclear…

Nós decretamos o nosso FIM!

Não é nada disso minha gente…

Alguém deve ter dito alguns absurdos e muita gente acreditou.

O Large Hadron Collider é um acelerador de partículas “grandão” que foi desenvolvido para estudos científicos, assim como muitos outros que já existem. Na USP tem um, por exemplo, a diferença é que esse está instalado em uma sala e não em uma base subterrânea como o LHC.

Espaço ocupado pelo LHC

Ao acelerar as partículas e elas se encontrarem ou simplesmente passarem muito perto uma das outras, haverão eventos que ainda não conhecemos. É isso o que acontece hoje nos aceleradores e o que irá acontecer nesse novo acelerador.

O conceito para leigos é mais ou menos assim:

Partículas diferentes se colidindo geram coisas diferentes que geram resultados desconhecidos e inesperados.

Então… o Large Hadron Collider acelera coisas, essas coisas se colidem e ao se colidirem vão criar alguma outra coisa diferente das coisas iniciais que ainda não foram vistas.

Acredita-se ainda, que alguns eventos que serão conhecidos nas pesquisas realizadas no LHC, podem estar acontecendo em algum lugar do universo ou em um “Tempo” diferente do nosso. A exemplo da pesquisa que tenta indenficar o que aconteceu nos primeiros momentos do surgimento do universo.

Entendeu, entendeu? Não!?

Então acesse o Muitas Coisas que tem um monte de coisas explicando essa coisa.

Clique aqui e acesse o site oficial do LHC.

Clique aqui e confira o acelerador da USP.

maio 4, 2008

De Qual Violência Você Tem Medo?

Filed under: Ótica,Cotidiano — Netto @ 8:32 am
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Recentemente o instituto Dadatafolha divulgou uma pesquisa realizada sobre os maiores medos dos habitantes de São Paulo e a violência vem disparada em primeiro lugar. Os resultados ainda foram cruzados com uma pesquisa semelhante realizada em 1983, e de lá para cá o horror da violência substitui o alto custo de vida, medo constatado na década de ‘80, pelo período de recessão onde a inflação atingiu passava de 160%.

Violência

A antropóloga Alba Zaluar, especialista em pesquisas sobre violência, cita que um dos fatores é uma atual epidemia de crack, droga que se difundiu na década de ’90. O consumo desse entorpecente, que deriva da cocaína, aproxima os viciados para muito perto do traficante e a criminalidade.

Ainda, segundo a pesquisa, o medo da morte vem logo em seguida, ocupando o segundo lugar, Alba Zalur afirma que esse medo nada mais é do que um dos efeitos da violência.

Em contra partida foram cruzados alguns dados e foi constatado que em 1984 os paulistanos relataram ser mais assaltados do que relatam hoje, apesar de o medo da violência ser muito maior agora.

Violência

Eduardo Marandola Jr., geógrafo e pesquisador do Núcleo de Estudos de População da Unicamp afirma o seguinte “Isso aponta para a importância da comunicação do risco e da própria circulação das imagens da violência -não são responsabilidade só da mídia, mas fruto também do “diz-que-diz” da cidade, das pesquisas acadêmicas, entidades- na produção do medo”

Outra afirmação de Marandola, diz que não podemos ignorar a indústria da violência, que é aquela que propaga o medo para vender segurança, fazendo a população crer que está desprotegida e indefesa gerando assim um novo paradoxo: “quanto mais se busca segurança, maior é o abismo que nos separa dela. Pois quando a violência se consuma, mesmo quando nos julgamos protegidos, para onde vamos correr?”.

O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE conclui o seguinte:

“Se o país está melhor para se viver, mas ao mesmo tempo está mais violento, aumenta o medo de morrer. É assim: o Brasil (e São Paulo em particular) tem se tornado melhor, mas a violência tem ameaçado. As pessoas estão mais otimistas e ao mesmo tempo receosas de perder o futuro mais promissor.”

Violência

Partindo da premissa acima, onde o conjunto de informações que chegam até nós já são conclusivos, sugiro que façamos uso de todos os canais de informações possíveis para depois formar uma opinião, pois como já foi citado, os paulistanos em 1984 eram mais assaltados que hoje.

Antes de fechar faço a seguinte pergunta. Quantas vezes você sofreu algum tipo de violência? Uma, duas, nenhuma?

Talvez a mídia nos force a ter mais certezas indutivas do que possamos analisar, formando assim a cabeça de quem não procura por mais respostas.

Qual mundo é mais bonito, o das novelas, o dos jornais e telejornais enfim o da TV ou a sua verdadeira realidade?

Tome cuidado! Olhe além e forme você o seu medo. Pelo menos ele será seu.

Veja a reportagem completa no jornal Folha de S. Paulo deste domingo ou clique aqui e acesse o site Folhaonline e tenha acesso a um resumo da notícia.

maio 3, 2008

O “Créu” tem velocidade!

Filed under: Ótica,Febre,Sons — Netto @ 5:00 am
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Havia notado que as músicas com apelo sexual, apologia a drogas e a violência conquistam as pessoas cada dia mais. Mas o que leva uma pessoa normal a ouvir e a aclamar frases como “Pra dançar créu tem que ter disposição” “Pra dançar créu tem que ter habilidade”? A resposta pode estar na possibilidade de fuga da moral que os movimentos e as gírias usadas causam nas pessoas.

Meninas no Créu

É fato que já nos acostumamos a ver as modelos, semi-modelos, caçadoras de fama, dançarinas etc. a se exibirem com os mais variados movimentos eróticos a fim de chamar a atenção, a admiração e trazer a tona os sentidos mais “carnais” e primitivos que possa existir no sexo oposto.

Créu é mais uma amostra de como uma moça bonita ou não tão bonita ou até mesmo desprovida da beleza padronizada do nosso “tempo moderno” pode ser admirada, desejada e cultuada mesmo que momentaneamente, na verdade o que vale é que naquele momento ela se sente bem sendo apenas um alvo de tudo isso.

Para o espectador a sensação não é só de admiração, mas também da possibilidade desenhada mentalmente de possuir sem compromisso ou dificuldade prévia, as curvas, a faceta, o colo, mas que eles culminem apenas no “Créu”, trazendo assim, a satisfação de um desejo realizado. E o mais legal, com “velocidades” (que chega até 5).

Em 27.2.2008 constatei que no site do UOL a “Dança do Créu” estava como a música mais ouvida na Rádio UOL. Mesmo num portal que tem o melhor e maior conteúdo – é esse o slogan – sucumbiu a tão culta e bem elabora rima que nos diz tantas coisas em apenas uma palavra o “créu”.

O “Créu” prova que não há muitas barreiras em nossa sociedade, pois em poucos cliques ele pode estar perto de você. Então se cuide, se não “Créu”.

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