Senso (in)Comum (…)

setembro 6, 2008

Comportamento… Gente

Filed under: Ótica,Fragmento — Netto @ 8:38 am
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Ainda sou um tanto jovem e não tenho tantas experiências na vida, mas já cruzei com pessoas fantásticas nessa minha trajetória.

Vou ressaltar nas próximas linhas uma dessas pessoas, um colega de trabalho que tem um diferencial que acho impressionante.

Não digo do seu currículo acadêmico, marketing pessoal ou diferencial técnico… nada disso.

Quando o conheci, nos meus primeiros dias de trabalho nessa empresa, ele me pareceu apenas mais um líder de equipe e nada mais. Sempre sorria, estava pronto a ouvir e nunca exigia nada de ninguém ou mandava alguém fazer alguma coisa diretamente, não que dividisse sua posição, mas não se colocava em nenhum momento em superioridade aos demais. Mesmo sendo.

Nas reuniões, mesmo com o “circo pegando fogo”, seu discurso era apaziguador, calmo e consciente. Sempre me pareceu que ele evitava ao máximo qualquer conflito e com sua simplicidade incomum ia contornando as situações.

Às vezes, visivelmente, sua posição era confrontada, mas nunca o vi agir diferente por isso, pelo contrário, nesse momento ele ficava na sombra da pessoa e a situação passava a tender para um vexame da outra parte.

Como em qualquer equipe ele tinha sua “creche” (indivíduos que já viveram mais de 4 décadas, por exemplo, e que ainda se comportavam como adolescente), mas ele ainda não mudava e em uma de suas ações tomou o conselho de uma das jovens, que ali estavam, mostrando quão infantil era o comportamento do “quase” 3º idade, isso sem dizer nenhuma palavra se quer.

Em determinado momento nossa equipe sofreu grandes perdas, houve algumas mudanças e tudo tendia para uma bagunça coletiva, no entanto nada para nós havia mudado, recebíamos o mesmo tratamento e direcionamento de antes sem alterações em nossa rotina.

Ele ajudava daqui, corria de lá e ainda dizia “tenho sorte de ter caído com a equipe de vocês” e nós ao contrário pensávamos “ainda bem que ele é o chefe”…

Ainda não citei o que é realmente esse diferencial, não é!?

Ele entende de “gente”!

Ele consegue, acho que sem querer, facilitar as relações entre as pessoas e as pessoas com o seu trabalho. Consegue sem esforço conduzir a equipe para que, além de produzirmos mais, nos sintamos bem.

Entender de gente, como vejo hoje, não é uma tarefa fácil. Qualquer um pode ter uma idéia, mas só alguns conseguem vende-la.

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junho 7, 2008

Trabalhar no Google

Filed under: Curiosidades — Netto @ 8:53 am
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Trabalhar no Google

As coisas no Google são assim… pelo menos nos escritórios do Google em Zurich (Suíça). Acompanhe o roteiro com as fotos.

Trabalhar no Google

O tobogan liga a zona de escritórios do primeiro piso com a cafetaria e o ginásio. Para descer para comer não tem que esperar pelo elevador. Aos recém-chegados a praxe é que eles desçam pelo tobogan para apresentá-los. Têm que usar, também, um ridículo sombrero de cores durante algumas horas.

Trabalhar no Google

A cafetaria serve o pequeno-almoço, almoço e jantar preparados por cozinheiros contratados exclusivamente para o edifício. Há comida para vegetarianos, dois pratos principais, un buffet de saladas e toda a comida se faz com ingredientes nacionai.

Trabalhar no Google

As crianças são bem-vindas e não é estranho que os “Googler” vão trabalhar acompanhados dos filhos.

Trabalhar no Google

A boa comida grátis e os lanchinhos entre refeições sempre fazem ganhar uns quilitos aos recém-chegados que não estão habituados a tantas e deliciosas iguarias. O ginásio do piso térreo é o lugar para queimar o peso a mais. Por acaso, também é grátis.

Trabalhar no Google

A sala de massagem é quase um santuário. As cadeiras que massajam são gratuitas, mas as massagens dadas pelo massagista são pagas, mas como a Google comparticipa com a maior percentagem, são muito baratas. Em certas cabines assinaladas existem bónus de massagens grátis diariamente.

Trabalhar no Google

Em cada piso há, pelo menos, 2 áreas de descanso com comida e bebida – por acaso, grátis. Refrescos, sumos e café, muito café, mas também cereais, chocolates, gelados, batatas fritas, fruta e uma ampla selecção de snacks saudáveis para compensar o excesso de hidratos de carbono.

Trabalhar no Google

Cada um administra o seu tempo e os seu trabalho como quer. Não há horários e nas pausas pode-se jogar jogos interactivos ou bilhar, por exemplo. Os prazos de entrega, esses sim, têm que ser cumpridos, logicamente.

Trabalhar no Google

Esta barra, semelhante às dos quarteis de bombeiros, liga o segundo piso à sala de jogos. Não tem que esperar pelo elevador para se divertir uns minutos.

Trabalhar no Google

O espaço de trabalho é pequeno, mas as salas de reunião são muito amplas e temáticas. Esta cabina é de um teleférico verdadeiro e está situada num piso decorado com fotos e objectos que lembram uma estância de esqui nos Alpes Suiços.

Trabalhar no Google

A esta altura deve estar a perguntar se na Google se trabalha mesmo. Esta é uma área de escritórios convencional. Os postos de trabalho são livremente escolhidos e não é raro que os “Googlers” mudem de local de trabalho frequentemente.

Trabalhar no Google

O serviço técnico está numa área do edifício decorada com ambiente hawaiano. Aqui se pode vir buscar um cabo ou arranjar um portátil..

Trabalhar no Google

As áreas de trabalho são sempre abertas. Para ter privacidade durante uma chamada tem que “fechar-se” numa das muitas cabinas espalhadas pelo edifício.

Trabalhar no Google

O salão da água é uma zona de paz e relaxamento que existe no edifício. Há cadeiras de massagem e a iluminação é mínima. É o lugar ideal para dormir uma sesta ou descansar antes de uma reunião.

Trabalhar no Google

Por isso, é proibido usar o telemóvel ou o computador portátil. A única actividade possível, além de descansar, é observar os peixes tropicais que estão nos aquários de parede.

Trabalhar no Google

As salas de reuniões do edifício têm nomes tirados de séries de televisão e de filmes famosos. Estes iglos estão na área da Guerra das Estrelas e são autênticos refúgios que foram utilizados em missões científicas na Antártida.

Trabalhar no Google

A Google é mais do que uma empresa. Os trabalhadores juntam-se na sede regularmente para actividades conjuntas e festas e não é raro encontrar grupos para praticamente qualquer actividade ou desporto, desde ciclismo até ao esqui alpino. Além dos famosos 20% do tempo de trabalho que cada um pode usar em proveito pessoal há 10% de tempo livre absoluto.

Trabalho no Google

Os trabalhadores passam apenas um período de tempo na sua mesa de trabalho. È normal trabalharem com o seu portátil nas zonas de descanso, em pequenos grupos. Isso favorece a criatividade e a sociabilidade.

Trabalho no Google

A biblioteca é uma das salas mais surpreendentes do edifício e a que melhores vistas tem. Uma área de descanso com uma imensa cozinha e uma chaminé ‘virtual’. Todo o mobiliário é reciclado ou vem de lojas em segunda mão.

E você? Gostaria de trabalhar no Google?

maio 10, 2008

Caso… indignação! (desabafo de âmbito pessoal)

Filed under: Coletividade — Netto @ 8:19 am
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O Blog Senso (in)Comum é, por objetivo, sempre um site reflexivo e crítico, porém essa “Utilidade Pública” – de âmbito pessoal – além de abrir uma nova sessão, trás à tona o que pode vir a acontecer em um ambiente de trabalho transformando-o na “casa da mãe Joana”.

Há alguns meses “coisas” andam sumindo misteriosamente de lugares, no mínimo, inusitados. Mas o que me deixa indignado não é o sumiço e sim o que some.

Indignação!

Sem mais delongas, vejam o texto abaixo que o pessoal do departamento acabou sentindo-se obrigado a reportar aos superiores.

“Superior,

Como sabe, é necessário que saiamos no início da noite para comprar os pães e frios que alimentarão nossa equipe durante a jornada de trabalho, visto que somos proibidos de entrar na empresa entre 01:00 e 05:00 am. Desta forma, mantivemos durante os últimos meses o hábito de, todas as noites, comprar o alimento antes deste período e deixá-lo sobre a mesa do refeitório, pois nem todos sentem fome no princípio do turno.

Esta prática – desenvolvida numa tentativa de contornar a restrição de mobilidade a nós imposta – já nos trouxe problemas em outras ocasiões, como bem sabe. Diversas vezes utensílios de cozinha sumiram e em algumas noites até pães (que compramos em número exato, com o rateio daqueles que pretendem comer no dia) desapareceram. Dentre outros, sete facas, um pote de margarina, diversos pães, um pacote de “hot pocket”, um pote de iogurte, pedaços de pizza, um pote de Nescafé, um pote de açúcar mascavo e fatias de frios já foram furtadas, acidentalmente descartadas ou levadas para casa por engano por alguém que, ao percebê-lo, não prontificou-se sequer a perguntar a quem pertenciam.

Devido a estas ocorrências, alguns de nossos colegas não mais utilizam a geladeira, preferindo deixar que alimentos trazidos de suas residências descongelem a passar fome.

Desta forma, venho em nome de nossa equipe solicitar que a empresa XXXXXX averigúe e tome as medidas cabíveis para que, doravante, tais óbices não mais ocorram.”

Bom, sem nomes…

A dica é: pensem bem quando forem escolher onde vão trabalhar ou… “sua marmita vai ficar sem o frango”.

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