Senso (in)Comum (…)

setembro 4, 2008

Lembranças

Filed under: Mídias — Netto @ 5:59 am
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Era um domingo de 1998.

Eu, na época, tinha 14 anos e estava na oitava série do ensino fundamental.

Decorar parte daquele seriado era extremamente necessário, pois no decorrer da semana ele teria lugar garantido entre minha galerinha de escola. Então…

Não perdi tempo e me mantive acordado até acabar aquele noticiário que antecedia o tal programa, e confesso que mesmo tendo aquela idade já achava o teor das notícias extremamente superficial.

Todos na casa já estavam dormindo, eles trabalhavam, mas eu não. Eu precisava ver aquilo.

Me lembro, e nunca me esqueço, do cenário, dos personagens, dos jargões e da simples abertura que havia começado a passar naquele momento… – Que bom! Já começou. – pensava eu.

Algumas pessoas até diziam que era teatro, mas eu sabia que não. Sempre tive certeza que era apenas uma nova tentativa da, já tão saturada, TV tentar alavancar audiência. Que poderia acabar logo, logo.

Mas ainda, naquela época, era o auge para a minha última noite do final-de-semana.

Enfim começou. Dei algumas risadas, mas algo inédito aconteceu naquele episódio, e mesmo sabendo que não passava de um pastelão recheado de bobagens um momento do programa me marcou e nunca, nunca mesmo me esqueci daquele trecho…

Sei lá, nunca os achei tão bons ou que tivessem algo extraordinário a me mostrar ou a me ensinar. O conjunto da obra foi o que sempre me conquistou, mas esse trecho é, para mim, “sensacionante”.

Fica aí apenas uma lembrança.

maio 13, 2008

Ponte Estaiada é Novo Ponto Turístico de São Paulo

São Paulo inaugura ponto turístico que custou R$ 260 milhões.

Trata-se da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira que foi inaugurada no último sábado dia 10.

A ponte liga a marginal Pinheiros à Avenida Jornalista Roberto Marinho, no Brooklin, zona sul de São Paulo. O nome foi dado pelo prefeito Gilberto Kassab e é uma homenagem ao editor do grupo Folha.

A obra consiste em uma estrutura central, de 138 m de altura, onde estão presos os cabos que dão sustentação às duas pistas, de 190 m cada uma com capacidade para 4.000 veículos/hora. Pelo entrelaçamento dos cabos, para sustentar a sobreposição, e pelo ângulo, maior entre as estaidas, a ponte passa a figurar nesse nicho pelo mundo.

Além de ser considerada uma obra-prima entre as estaiadas outros detalhes foram inseridos à construção, como por exemplo a iluminação, que segundo os construtores e responsáveis vai variar de acordo com a estação do ano.

Alguns especialistas afirmam que a ponte só vai, na verdade, mudar o congestionamento de lugar. Já a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização) fez as contas e o tempo de viagem do motorista que usa a marginal para chegar a bairros da zona sul da cidade vai ser reduzido em até 45 minutos.

Bom, devemos esperar para ver.

Partindo dessas informações recomendo a todos que não percam tempo e vão logo dar uma “olhadinha” nessa “maravilha”, pois ela custou o equivalente a mais ou menos 13 Centros Educacionais Unificados (CÉUS).
Não esqueçam de levar suas câmeras digitais para bater uma “fotinha”.

Você como cidadão não pode deixar de ir visitá-la, parte do seu dinheiro foi colocado lá.

A rede Globo de Televisão, aproveitando a deixa, inaugurou seu novo estúdio panorâmico, de vidro, com programação dos telejornais de São Paulo. O estúdio dá visão para a marginal Pinheiros e é possível ver, atrás dos apresentadores, a ponte.

Curiosidade:
Atualmente, a maior ponte do mundo está em Xangai, na China, com 36 km e um vão estaiado de 1.088 metros, considerado o maior do tipo sem pilar. A distância da plataforma à água é de 70 metros.

Maior ponte do mundo em Xangai, China

maio 7, 2008

CQC Custe o que Custar. Será que “Pega”?

Acabo de avistar um possível ensaio de uma nova “Febre” na TV brasileira, tratasse do CQC (Custe o que Custar).

CQC - Custe o que Custar

Apesar da massiva exploração do caso Isabela e da rápida coqueluche que foi o caso do Ronaldo com os travestis, que ainda perdura nos telejornais, o CQC vem – desde sua estréia em 17.3.2008 – ocupando seu espaço nas noites de segunda-feira e se espalhando nas rodas de amigos e na internet, principalmente no YouTube.

A atração importada da TV argentina tem formato parecido com o “Pânico na TV”, da Rede TV! e o “Casseta & Planeta Urgente”, da TV Globo, contudo o conteúdo, os apresentadores, os personagens e as reportagens são um tanto diferentes. Ainda não vi apelo sexual, por exemplo, mas as “tiradas” nos artistas são parecidas com as que são feitas pelo Pânico. No entanto, eles tratam tudo de maneira mais “crítica”.

Os apresentadores Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos ficam na bancada para comentar os principais assuntos do noticiário nacional e internacional. Os repórteres Danilo Gentili, Rafael Cortez, Oscar Filho e Felipe Andreoli vão às ruas atrás de informações.

Se defendendo ou atacando a concorrência Rafinha diz o seguinte: “O CQC é um jornalístico com humor que faz o balanço da semana. É uma revista semanal que aborda diversos assuntos, que pretende fazer a cobertura bem-humorada de eventos e inaugurações. Quem inventou, não sabe que o Pânico existe. O visual, com o terno, é parecido, mas um programa não tem nada a ver com o outro. A gente vai entrevistar o (governador José) Serra para perguntar sobre política e não para beijar a careca dele. Fazer isso é muito pouco”. Tas completa: “Eu vejo o CQC como algo original, mas é claro que existe a tentação de colocar o programa em uma das caixinhas já conhecidas, como Pânico, Borat (personagem de Sacha Baron Cohen), (o cineasta) Michael Moore. Mas logo o telespectador vai deixar isso de lado”.

Vários “sítios” na internet estão, injustamente, fazendo comparações do CQC com outros programas e evidentemente quem quer pegar “rabeira” nessa história propaga suposta rivalidade.

Já vi comparações com o Pânico na TV!, com o Programa do Tom Cavalcante e outras atrações, mas acredito não ser esse o caso. CQC ainda é novo e pode, por uma série de motivos e interesses, decair em seu conteúdo ou mudá-lo como aconteceu com outros programas. contudo ainda é cedo para afirmar qualquer coisa.

Deixo algumas perguntas…

Será que a nossa sociedade, “digo”, os atuais telespectadores estão inclinados (e preparados) para esse tipo de atração?

Será que nos acostumamos a programas que apenas apelam?

Será que o CQC perderá sua atitude e se rebaixará aos moldes do que é vendável hoje?

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