Senso (in)Comum (…)

fevereiro 12, 2009

Estagnação

Filed under: Coletividade,Fragmento — Netto @ 6:00 am
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A estagnação me parece uma doença que às vezes por insistência ou por força de hábitos contraímos sem nem mesmo perceber.

Estagnação

Insistência e hábitos sim, pois quantas vezes persistimos em amores não correspondidos, em lutar só depois que já fomos derrotados ou em perder um precioso “tempão” tentando convencer alguém que a nossa opinião é a melhor e que só nós estamos com a razão e ainda por cima ficamos chateados quando isso não funciona. A conseqüência desse conjunto de fatores é a perda do amor próprio e a ostentação da aparência de que já superarmos todas as dificuldades ou que não ligamos se vitoriosos ou derrotados somos. Se esse ponto foi atingido passamos pro lado da indiferença, do tanto faz como tanto fez e assim estará bom, não é!?.
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agosto 7, 2008

Crise de Identidade

Filed under: Ótica,Fragmento — Netto @ 7:39 am
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Que droga… ela me viu!
Vai ficar muito na cara se eu atravessar a rua e nem vai dar tempo, se eu fizer isso, para não pegar mal.
Tá bom, vou me manter na calçada e fingir que não a vejo, talvez ela se “toque” e perceba a minha intenção…

Não deu certo…

Ela continuou me olhando e eu continuei caminhando, me encarou severamente e pouco depois de passá-la meu braço é fortemente puxado, castigado e sem pestanejar ela me lança…

– Estou atrás de você, sabia!? Te procuro há muito tempo…

Tentei ser canastrão.

– Haa… então foi você que me ligou e foi lá em casa, não é!?

– Sim. – ela respondeu e continuou – Estive em todos os lugares que você pode imaginar, sei muito sobre você e não entendo… corre tanto por quê? O que teme? O que deve?

Fiquei meio sem jeito nesse momento, e como o papo me pareceu ir longe sinalizei para um banco de uma bonita praça perto dali, pelo menos não ia me cansar em pé.

– Já sei! Você quer que a aceite?

Só me deu tempo de dizer isso, pois ela, quase imediatamente e sem respirar continuou.

– Sabe de uma coisa? Eu posso mudar! Posso trocar de roupa, de corte de cabelo, de emprego, de universidade… posso alterar minha fala, meus passos, minha pele… posso recriar o que ainda não foi criado. Posso, para você, ser Deus…

Respirei fundo, senti nesse momento que me inclinava cada vez mais e a cada palavra que aos poucos ela me dizia sentia minha carne sendo dilacerada…

– Só não posso deixar de te ver todos os dias – disse ela mais calma e com a voz mais doce do mundo – de te sentir, de olhar você, de te contemplar… de estar com você em todos os momentos, em todas as estações, seja dia ou noite, dor ou alegria, fé ou dúvida. Em tudo, em tudo mesmo… não posso deixar de ser SUA.

Não teve jeito… dizem que Jesus chorou, mas ali, naquele momento, isso não era mais necessário. Parecia, “Eu”, acordar de um sonho, de um sonho vazio, de devaneios de um mundo do “Eu” sozinho.

Peguei nas mãos dela, nós nos levantamos e eu sem pensar me lancei naqueles braços que já há muito tempo estavam estendidos para mim… Eu, depois de muito tempo anestesiado pelo dia-a-dia, depois de tanta rotina e tanta “mesmice” senti o calor daqueles braços e durante um longo tempo abracei a VIDA, a minha vida, que quase sem querer me distanciava, me desprendia, mas ela é a única coisa que realmente “Eu” tenho!

Descobria, alí, que eu sou a obra-prima da minha vida.

Não deixe você que ela te crie.
Faça você o seu caminho.
Não espere ter sorte, crie as circunstâncias necessárias para ter o que o for necessário para moldar sua VIDA.

Se achou que era sobre romance não estava enganado, ame o que tem e faça sempre o melhor que puder fazer.

maio 2, 2008

Fórum Íntimo de Pensamentos Livres

Filed under: Ótica,Fragmento — Netto @ 5:45 am
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Ter “Fé” é apenas acreditar.
Acreditar é uma das espécies de “Crença”.
E crença, é quase uma “Certeza” para uns e absoluta “Verdade” para outros.

Isso pode ser extremamente perigoso, pois as certezas, as verdades, as convicções podem ser “Cárceres”. É por isso que às vezes entramos gratuitamente em prisões de um imaginário coletivo, que sem razão nos faz “Réus” da nossa própria “Sabedoria”.

Na teoria é fácil. Mas no fundo isso tudo é uma tarefa muito difícil de se entender.

Antes de me ocupar com essas coisas entendi que aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal. Então é melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal…

… é, são sempre esses dois caminhos.

Falando em caminho, aprendi outra coisa: na busca pelos seus sonhos, ideais, planos e desejos não podem haver obstáculos criados por você.

Nesse instante pensei em semear (pois a semeadura é “Livre”) mas lembrei que a colheita é “Obrigatória”. E o que fazer nesses momentos?
Sei lá, apenas comecei. E quando cheguei à metade descobri que chegar até a metade é um bom começo para, no mínimo, enriquecer o pensamento.

Deixava, a partir daí, de ser “Ignorante”.

Comecei a entender que o ignorante afirma, o sábio duvida e o sensato reflete. Contudo, deduzi que o mais esperto de todos é aquele que conhece os limites da própria ignorância e é por isso que eu digo: “Quem melhor conhece a verdade é mais capacitado a mentir”, o que lhes dá, “xucramente”, a sensação de poder.

Quando deixaremos de mentir, de nos enganar, de nos apegar?
Será quando conseguirmos nos desfazer do pensamento?
Será então que a perfeição é o inconsciente?

Eu não quero.

Não posso deixar de pensar.

Eu não quero, não posso deixar de lado a minha imaginação, pois os nossos pensamentos tornam-se nossos sentimentos.

Talvez seja por isso que muitos dos meus pensamentos se tornam “Desejos” e logo depois ficam tão reais… sejam eles sentimentos bons ou ruins.

Será uma vantagem ter péssima memória?

Acho que sim, pois me divirto sempre com as mesmas coisas boas “como se fosse a primeira vez”. Como se os meus problemas não fossem tão reais. Aliás, as figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que a realidade.

Mas não se engane, todos esperam “Bênçãos retroativas”.

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